martes, febrero 17, 2009

Medos

As pessoas têm medo de ter medo.
Confessam um medo como uma vergonha.

Os medos nos tornam mais humanos.
Neles ganhamos colo.
Neles somos nós em encontro com quem podemos contar.

Eu tenho medo de multidão, de estouro, de trovão, de inseto, de caminhar no escuro, de choque, de panela de pressão e de mim mesma.

sábado, febrero 14, 2009

Olho Gordo

Faz tempo que eu deixei de acreditar.
Faz tempo que eu perdi a fé na humanidade.
Mas eu não sabia que poderia ficar pior ainda.
É, nos últimos dias eu voltei a acreditar em olho gordo... pode?!?

Cheiros

Como já escrevi, é o cheiro quem me escolhe.
Eu não sei meu CPF de cor, mas eu sei o cheiro de todos os acordes dos meus abismos.
Quero o Burberry Weekend, é um perfume que me perturba.
Não sei se tenho estrutura pra perder o chão, mas sei que é na falta dele que projeto as minhas asas.

viernes, febrero 13, 2009

Um amigo...

Mais do que nunca preciso de um amigo assim... sim!!!
Maior que eu! Maior que meu mundo! Maior que meus braços!
E que saiba me entender.

Simples assim. Eu e ele.

jueves, febrero 12, 2009

Aviso de utilidade pública

Sim.... existe mais vida inteligente (e por que não, engraçada?!) na distante blogosfera: dreaming for real, blog da Anne, minha mais nova amiga e colega de trabalho. Vale a pena...

miércoles, febrero 11, 2009

Nietzsche

"Não ouse roubar minha solidão se, verdadeiramente, não puder me oferecer nenhuma companhia"

lunes, febrero 09, 2009

El ornitorrinco que todos llevamos adentro

Cuando sufro una crisis de autoestima, siempre pienso en el ornitorrinco... y es que: si un mamífero que esperaba en la cola de los picos-pala cuando se repartían los hocicos, no vive sumido en la más profunda de las depresiones... Yo tampoco tengo derecho !!!

sábado, febrero 07, 2009

Pedido


Só quem é amado compreende o milagre que o carinho faz na vida de alguém. Não importa quem seja, não importa como seja, não importa o que tenha havido antes, e os defeitos importam pouco. Quem é amado por alguém fica leve, novo, recuperado, cheio de esperança e desejo, e cheio de vontade de amar de volta e ser amado novamente, num ciclo ininterrupto. Dá uma fome imensa de mudar tudo, e ao mesmo tempo, cultiva-se um desejo secreto de que nada nunca mude, embora a mudança seja, mesmo a nossa revelia, parte de tudo que existe - inclusive do amor.

Ser amado é tão simples e tão bom que basta um olhar carinhoso, um gesto inesperado de admiração, uma palavra suave… E tudo muda de referência, de importância, de valor, de rumo. Ser amado é ser salvo da frieza, da dureza, da dificuldade, da solidão. Ser amado é achar um lugar que é só seu no mundo, porque o mundo está na pessoa que ama você e lhe estende a mão cheia de flores, carinhos e lições. Só um tolo para não compreender como é grandioso abandonar-se nas mãos e no coração de um outro alguém, desde que seja alguém capaz de amar. Um gesto de fé, coragem e confiança que só pode render bons frutos. Quando nos deixamos amar, estamos dizendo, “eu acredito e confio em você - cuide da minha alma como se a sua estivesse morando nela”.

Amar não é fácil, tampouco é fácil deixar-se amar. O amar implica em conhecimento profundo - conhecimento não só intuitivo, mas sentido, pensado, apreendido. É um longo caminho.

Apaixonar-se, encantar-se, iludir-se, deixar-se enganar por belezas e ganhos momentâneos… É deliciosamente e perigosamente fácil; não que seja ruim, e não é - mas é fácil. Amar de verdade, não. Para amar de verdade, é preciso enxergar além do que está exposto. É preciso conviver inteiramente dia a dia. É preciso aguentar a decepção e o fracasso, uma vez que somos tão falhos e bobos. O amor é especialmente e constantemente provado nos sabores e dissabores do cotidiano real.

Não temo e não me envergonho em dizer que só sendo amada, posso experimentar um pouco do que acredito ser a felicidade em sua face mais pura. Sofro de carência crônica de sentimentos pulsantes e fortes - de preferência, mais fortes que eu e meus medos, que eu e minhas travas, que eu e minhas dificuldades, que eu e meu passado. Sinto-me estimulada com o desafio de conhecer e me deixar conhecer, e ainda assim, amar. Me esmero em amar tudo que faço, todos com quem quero conviver, porque acredito que me dedicando a amar, posso receber de volta o que dei. Por isso, peço, de coração aberto e humilde, que você me ame sinceramente.

Ame nos dias quentes, quando o sol deixa tudo claro e iluminado. Ame quando eu estiver sorrindo, quando contar uma piada, quando estiver alegre e disposta, quando estiver animada e brilhante. Ame quando eu tiver boas idéias e fizer carícias delicadas, ame quando eu for sedutora e provocante, ame quando os planos acontecerem do jeito que foram pensados e sonhados. Curta quando eu vier cheia de presentes e motivos. Repare em mim quando eu cortar o cabelo, me perfumar e vestir uma roupa nova só pra você. Quando eu for vitoriosa, quando eu conseguir fazer tudo certo, quando minhas coisas forem bonitas e arrumadas, quando eu for esperta e espirituosa… Quando eu não der mancada, quando a minha saúde estiver no auge, quando eu deixar você louco de desejo, e quando tudo for bom, certo e perfeito… Me ame.

Mas também espero que você me ame nos dias de resfriado, de dor de cabeça, de indisposição. Ame quando eu estiver triste e calada, quando eu me sentir perdida, quando eu não quiser conversar. Me abrace quando eu parecer carente, me desmonte quando eu estiver agressiva, crítica ou ácida demais, me receba quando eu não parecer receptiva, me procure se eu me esconder. Olhe com desejo mesmo quando eu estiver feia, quando eu não combinar as roupas ou errar na cor do batom. Ache graça nos meus erros, me corrija com amor, se eu precisar. Respeite meus pontos de vista, mesmo quando eles não forem de encontro aos seus. Tenha orgulho de mim, e repare no que eu faço. Se interesse pela minha vida, meu dia, meus problemas, e goste de mim em tudo isso. Tente gostar dos meus amigos também. Seja firme quando eu for topetuda ou parecer sabichona demais. Entenda as minhas caras feias, os meus silêncios, e me cobre se eu for injusta. Valorize nossas diferenças… Elas nos equilibrarão. Cuide de mim. Tenha paciência se eu quiser voltar ao passado, e me diga se ele magoar. Não deixe que eu vá pra longe de você com sombras no olhar. E deseje o meu bem, seja otimista sobre o meu futuro, sonhe comigo. Me ajude quando precisarmos recuperar as forças do nosso amor. Demonstre e fale sobre o que sente, de um jeito carinhoso, sincero e cuidadoso, porque posso ser forte como uma rocha, mas me faço frágil pra poder amar você. Quando tudo for desagrado, dor e dificuldade… Me ame.

Me deixe fazer tudo isso por você também… Acredite nesse milagre que faz coisas ruins serem boas e belas com o tempo e o nosso esforço.

E por fim, lembre-se de me fazer saber que sou amada, mesmo quando você achar que já disse e demonstrou tudo.

E eu… Eu vou continuar sendo feliz no nosso amor, enquanto amarmos um ao outro assim. Imagina só quanta coisa há esperando por nós se conseguirmos… Eu acredito sempre no amor. E sei que você também acredita. Que bom que é assim.


'Cuide bem do seu amor, seja ele quem for'.
Herbert Vianna

viernes, enero 30, 2009

He

Por unos días he jugado a ser niña, a ser feliz. A no pensar en el mañana, ni en qué toca hacer en unas horas; he jugado a hacer esas cosas que salen sin pensar; y a no pensar en las cosas.

Y me he creido una niña. Por lo menos unos días.

He hecho barcos en la arena y los he ensartado en cañas secas que portaban banderas invisibles, mostrando a Dios y al cielo dos insolentes tibias y una calavera; me he lanzado a la conquista de los siete mares sin provisiones ni munición, pero con una tripulación dispuesta, de corazón bravío, que hubiera vendido su alma por un polo de fresa.

He hecho agujeros en la orilla del mar para enterrarme los pies hasta la rodilla. Me he subido al carro de la osa mayor y he buscado la estrella polar; por si encontraba mi norte de una vez, aunque fuera por casualidad. Me he tumbado, entregado a las caricias de las olas, esperando una lluvia de estrellas que siempre me encontró dormida.

He leido historias para perder el tiempo mientras, sin darme cuenta, ganaba vida. He hablado de cosas importantes con gente desconocida y he discutido vanalidades con amigos del alma. He puesto en hora un reloj de sol.

He contado cangrejos en las rocas y he intentado pescar, sin éxito, peces de colores que se reian de mí. He participado en un desfile de medusas y no me han picado. Me he puesto un bañador para desayunar y no me lo he quitado hasta después de cenar. He olido cabellos mojados y saboreado besos frios. He arropado con toallas y frotando en la espalda para dar calor.

He jugado a ser niña y, por unos días, creo que lo he sido.

domingo, enero 25, 2009

Tentativa de auto consolo


Quando alguém vai embora, o dia, ainda que o sol brilhe e o céu esteja azul, fica cinzento, chuvoso, amuado. Um frio constante abaixa a temperatura do corpo, fazendo com que se fique encolhido e com o olhar perdido, como se tivessem apagado uma chama de dentro do coração. Chama esta que pode até voltar a se acender ( e é desejável que reacenda ). Mas sempre haverá uma falha nela - a falha deixada pelo alguém que foi embora.

Quando alguém vai embora, para nunca mais voltar, a alma leva um grande choque, por mais que a cabeça entenda que tudo, absolutamente tudo nessa vida é provisório e passageiro, que os caminhos se cruzam e se descruzam, e que certas coisas são inevitáveis. Então, a alma se veste do mais suntuoso negro, recolhendo-se, e ficando vazia e triste. Às vezes, os olhos, as mãos, a boca vazam essa tristeza; outras vezes, não há ânimo nem para isso. E assim, vestida de negro, a alma contempla a vida, esperando a hora de voltar a sorrir, ainda que o sorriso tenha um traço leve de tristeza - o traço deixado pelo alguém que foi embora.

Quando alguém vai embora, o tempo castiga quem ficou. O dia tem mais horas, os minutos mais segundos, e tudo é mais demorado e difícil. Às vezes, sente-se a densidade dos momentos passando, quase tão pesada que se poderia tocar com a mão. E, nessas horas, chega-se a ter certeza que jamais se poderá seguir com a vida em frente com a falta tamanha que aquele alguém que foi embora faz. Mas a vida segue, e quem ficou segue com ela.

Quando alguém vai embora, quase sempre vem um arrependimento, e a sensação estranha de que não há mais chances. Fica-se pensando na conversa importante que não houve, na declaração que não foi feita, no carinho que se deixou pra depois, nos erros que foram cometidos, no desabafo que não foi externado, no amor que ficou pra ser sentido, no tempo que era pra ser vivido juntos e cheio de tantas coisas, e agora tem que ser passado em solidão. E tudo isso vai formando um nó que tampa a garganta, interrompe a respiração durante o sono, não te deixa comer e provoca uma sensação de abandono que só poderia ser deixada por aquele alguém que foi embora, porque cada história é única.

Quando alguém vai embora, quem ficou percebe coisas que antes não eram percebidas, e quanto mais o tempo passa, mais se percebe. Começa a fazer falta aquele olhar de carinho ou reprovação, aquela voz invadindo a casa, aquela obrigação quase chata de ter que dar um telefonema, aquele jeito de falar e abraçar; e no começo dá a impressão de que tudo isso ficará perdido em algum lugar inatingível. As datas especiais ficam doloridas. Os códigos que só podem existir entre uma e outra pessoa que se gostam ficam sem sentido. A voz daquela pessoa soa em momentos inesperados, e o coração dói levemente. E quem ficou percebe que ninguém pode tomar o lugar daquele alguém que foi embora.

Quando alguém vai embora, as dúvidas começam a rondar a cabeça, e a fé sofre um abatimento. Percebe-se que o mais forte dos homens, a mais abençoada das mulheres, o mais saudável ser, um dia, sucumbe. Percebe-se que a existência é frágil. Vem a raiva, a percepção da impotência, o medo. Duvida-se da vida, da morte, de Deus, das pessoas, do amor. Assim como vem, as dúvidas vão e voltam sem resposta, porque não há respostas. E tudo isso pode virar amadurecimento ou amargura, dependendo de como quem fica quer aproveitar a experiência de perder o alguém que foi embora.

A verdade é que o mundo todo acaba quando alguém vai embora. E não dá a menor vontade de reconstruir nada. Nada.

Quando alguém vai embora, normalmente, se tem o carinho dos outros que ficam, e, passando pela mesma dor ou não, se preocupam em ser um consolo. E os abraços, os carinhos, as palavras, as lágrimas solidárias, o calor da alma dessas pessoas vai começando a esquentar a alma fria de quem ficou, a fazer efeito e recuperar o coração quebrado. E é nessas horas que se percebe o valor que tem dividir a vida com muitas pessoas em todos os momentos, porque são elas, e não o alguém que foi embora, que vão ajudando a levantar e olhar pra frente.

Quando alguém vai embora, quem ficou começa a trilhar uma estrada longa, que tem um nome melancólico - saudade. Essa estrada, a princípio, é enlameada, escorregadia, escura, esburacada; e muitas vezes faz cair, machucar, e quase desistir de andar. A dor é tão profunda, e parece estar enraizada em um lugar tão inacessível, que parece que nunca vai sarar. Mas ela sara. Aos poucos, ela sara. E aí chega a hora de deixar o tempo fazer seu trabalho. Chega a hora de sorrir de novo. De deixar as lembranças serem somente lembranças. De tirar o manto negro da alma. E, de repente, a estrada, apesar de a cada dia ter mais uns passos de distância, vai se tornando cada vez mais leve, mais iluminada, bonita até. E quem ficou percebe que, na verdade, aquele alguém pode até ter ido embora, mas nunca deixou de existir, e isso é uma forma de vida. A mesma vida que segue por tantas outras estradas que vão se cruzando, descruzando, e nunca voltam. E percebe-se que só se tem a agradecer a oportunidade de ter estado com aquele alguém que foi embora, mas sempre estará presente, de alguma forma. E então vem aquela paz que só o amor de verdade pode dar.

martes, enero 20, 2009

Recuerdos

A veces tengo la sensación de que mis recuerdos se van... poco a poco, con cautela y sosiego, en un día de lluvia. A veces siento que se van porque no los necesito, porque ya cumplieron su función... dejando espacio para otros.

Otras veces los persigo, como el perro que corre tras el dueño que lo lanzo por la ventanilla del coche, y corro hasta sentir un pinchazo en el medio del pecho... y jadeando mientras apoyo mis manos en mis rodillas flexadas, miro alzando la mirada siendo consciente de que lo estoy olvidando.

Otras en cambio aparecen de repente como golosinas, algo que crei haber olvidado, alguna tonteria de la infancia, algo que debio parecerme por entonces importante. Como el tic tac que hacia el reloj del comedor cuando todo estaba en silencio, o mi abuelo durmiendo la siesta, o aquel día que bailaba en el rellano de la escalera con unos pedientes de flor de campanilla que me colgo mi abuela.

A veces tengo la sensacion de que mis recuerdos van y vienen, ajenos a mi.

jueves, enero 15, 2009

Nota de esclarecimento

A autora deste blog comunica que, na qualidade de escritora, enquanto não chegar janeiro de 2012, vai continuar publicando suas IDÉIAS assim, com acento. Não estou dizendo que não aceito as mudanças. Apenas que me nego a me preocupar com isso.

Gostaria também de me mostrar solidária ao pessoal que trabalha com a língua escrita, e que agora terá algumas dores de cabeça a mais. E recomendar a todos que, a despeito dos loucos que gostam de complicar o que já não era muito fácil, continuem escrevendo, lendo, se comunicando e expressando com as palavras que aprendemos, reformadas ou não; porque a língua é viva. E é nossa.


Sobre esse desnecessário, caro e inexplicável acordo ortográfico, é o que tenho a dizer por hoje.

lunes, enero 12, 2009

Saudades

Um ano já se passou desde a sua partida... fica em paz mãeziha… que eu aqui fico, viva… e deixando você viver através de mim.

sábado, enero 10, 2009

Contradictório


A veces no basta con ser uno mismo.

Hay que hacerse el tonto, no aparentar demasiada seguridad, no disparar verdades y decir simplemente lo que la gente quiere escuchar.

De lo contrario si demuestras inteligencia, te tacharan de vanidosa, si aparentas seguridad te crearas rivalidades y cosecharas enemigos que sí son inseguros. Y si dices verdades solo conseguiras que la gente se aleje por mucho que digan que quieren oirlas.

Siempre es mentira.

Para decir las cosas no hay que ser clara, hay que dar rodeos, o mejor aún no decirlas, como cuando omites los acentos por mera vagancia.

Vivimos en una sociedad donde hay que broncearse, acudir al gimnasio y llevar un buen coche aunque para ello tengamos que vender el alma al mismisimo diablo, ser un trepa y pisar a Dios y a su madre antes de perder un estatus.

A veces me siento demasiado lejos de todo el mundo y tengo que hacer verdaderos esfuerzos por dejar de ser yo misma...

miércoles, diciembre 31, 2008

Balanço emocional

Quero escrever meu último post de 2008... mas no meu balanço emocional surgiram muitos assuntos, e se eu resolvesse desenvolver cada um deles, isto não seria um post... e sim um livro, então, decidi não me deter em nenhum deles, vou apenas listá-los como tópicos:

- Sobre a morte.
- Sobre o que de verdade faz uma família.
- Sobre a força inabalável da amizade.
- Sobre as borrachas do tempo.
- Sobre como se pode ser hostil consigo mesmo.
- Sobre escolhas e encontros.
- Sobre a insensibilidade e imbecilidade das pessoas.
- Sobre os misteriosos caminhos de Deus.
- Sobre a estranheza da vida.
- Sobre a graça da solidariedade.
- Sobre fé.
- Sobre sabedoria.
- Sobre as verdades percebidas no escuro das noites de insônia.
- Sobre força interior.
- Sobre como é vital ter consciência tranquila sempre.
- Sobre dor compartilhada.
- Sobre o destino.
- Sobre os sonhos roubados.
- Sobre solidão.
- Sobre mudanças.
- Sobre o medo do esquecimento.
- Sobre raiva e inconformidade.
- Sobre como nunca podemos conhecer tudo sobre nós mesmos.
- Sobre como uma festa de natal pode ser dolorida.
- Sobre pequenas e silenciosas violências cotidianas.
- Sobre a singeleza das canções românticas.
- Sobre as lágrimas que saem e as lágrimas que ficam.
- Sobre esperanças.
- Sobre lembranças.
- Sobre o amor... e que o mais importante amor que posso sentir é por mim mesma. Pois, aconteça o que acontecer… Eu nunca poderei me abandonar.

PS:. Quem me conhece sabe que eu sempre gostei de comemorar a chegada de um novo ano. Embora os incrédulos digam que a data nada mais é do que um dia depois do outro, em todas as culturas vemos que os rituais que marcam a passagem do tempo são importantes para selar mudanças e provocar reflexões. Eu sempre acredito que um novo ano pode trazer novas chances para fazer de um jeito diferente as coisas antigas, para deixar de fazer algumas coisas, para continuar fazendo outras… E principalmente, para o inesperado acontecer. Então, quero desejar a mim e a vocês muita sabedoria para saber o que fazer com o tempo que virá adiante. O resto… É resto. Feliz ano novo à todos e todas.

miércoles, diciembre 24, 2008

Natal

Este é sem dúvida, o primeiro de muitos "piores natais da minha vida", noite de recordações, saudades... sensação de vazio... ... blá blá blá

Apesar de tudo, desejo à você um Natal diferente do meu.

jueves, diciembre 18, 2008

O inconsciente e as necessidades conscientes....


Sonhei que estava em férias. Viajando uma semana. Sem hora. Sem obrigações. Sem responsabilidade. Sonhei que estava na Europa. Em uma "Riviera qualquer" me largava. Solta. Simples. Sorrindo. Sem... Sonhei e acordei com gosto de sal na boca...

martes, diciembre 09, 2008

Sombras

Si es cierto que las sombras no existen sin cuerpos que las creen, ni luces que las proyecten; no entiendo porqué siempre me arañan en la oscuridad de la noche, cuando el alma está sola y todo, menos yo, que no soy nadie, duerme.





viernes, diciembre 05, 2008

miércoles, diciembre 03, 2008

Sobre los recuerdos

Los recuerdos son como arañas que se agazapan en el fondo de los cajones, en los rincones de los trasteros. O se esconden al amparo de las sombras, en los pasillos. Y nos miran inmóviles desde la oscuridad, atentas a su presa, esperando el más nímio error, un paso en falso, para abalanzarse y alimentarse de tu alma. Y lo hacen de noche, cuando casi todos duermen, meciéndose al compás del tic-tac de un reloj de pared. Tejen sus redes entre las estilográficas que nunca funcionan. En los calendarios pasados de moda. En los retratos en sepia que siempre miran a los ojos. En los libros que huelen a rancio y al abrirlos provocan estornudos. En las canciones de tu niñez. En tus comics. Insistentes e incansables, van vistiendo todo lo que está a su alcance, al tuyo, con una invisible tela de araña. Con un inconfundible olor a nada, con un terrible sabor a nunca; y con el sonido de unos hielos en un vaso vacío.

Quizás sea por eso que, en las noches de insomnio, cuando nos da por buscar en los cajones, abrir libros, o poner música; los dedos se pegan a la nada, la lengua se revuelve en el nunca, y los oidos se aferran al silencio. Y quedamos atrapados, pegajosos, tocados, hundidos; moribundos. Porque no es la soledad la que te ahoga en la melancolía. Son las telas de araña que tejen los recuerdos las que, cuando menos lo esperas, te atrapan, te envenenan, te amortajan y te devoran.

lunes, diciembre 01, 2008

viernes, noviembre 28, 2008

Shiiiiiiiiiiiiiiiii

A veces nos cosemos la boca con agujas de ojo invisible y con hilos transparentes, así nos seguramos de no abrirla cuando no debemos; duele, pero mucho menos que las muecas rotas de los que queremos.

Y las palabras se convierten en silencios. En instantes de efímera calma. En pellizos que vuelven más tonta y más necia al alma; en inyecciones que anestesian los sentidos.


El amor, a veces, amordaza, secuestra y no pide rescate.

martes, noviembre 25, 2008

Apenas uma peregrina

Certa vez me disseram que admiravam meu desapego as situações, lugares, pessoas. Essa postura supostamente me impedia de sofrer por perdas ou mudanças. Não me classificaria como “desapegada” ou indiferente. Simplesmente entendo a dinâmica de que situações terminam, para outras começarem. É o fluxo da vida e nada posso fazer para impedi-lo ou retardá-lo.

Permito-me passar o tempo necessário de “luto” pelos finais e mudanças que ocorrem. É preciso sentir a dor do fim para iniciar em outro caminho. Tenho raízes aéreas e entendo que nenhuma pessoa pertence a outra, e ninguém pertence há somente um lugar no mundo.

Considero-me uma cidadã do mundo, com todo o direito de ir e vir, de seguir em frente e buscar e de voltar atrás quando parece-me apropriado. Lembro-me com nostalgia de despedidas e finais, mas não me arrependo das escolhas que fiz, nem mesmo das erradas. Olho para o longo caminho que ainda vou percorrer e sinto um misto de excitação e tranqüilidade. As oportunidades se apresentam a nós quando estamos prontos para reconhecê-las.

viernes, noviembre 21, 2008

32

Cheguei aos 32. Com muitas dúvidas e quase nenhuma certeza.
São 32 bem vividos, com muitos tropeços, muitos erros, mas também muitos acertos.

São cumpleaños de quem espera muito ainda da vida. De quem quer amar como num conto-de-fadas, de quem quer ser feliz intensamente.

São 32 de quem ainda tem cara de menina e guarda um tanto de mulher escondida. E 32 de quem ainda mantêm a alma de criança e sabe tirar do bolso seu velho nariz de palhaça.

32 anos de memórias, de lembranças, de amores, de medos, de alegrias, de angústias. 32 de uma trajetória repleta de gente querida, que chegou e que partiu. De outros que continuam e outros que passaram. De alguns que marcaram e outros que serão inesquecíveis.

Porque a vida é assim. Um vai e vem danado, cheio de surpresinhas, boas e também de algumas coisas ruins. Mas esse é o grande barato. A vida é realmente um espetáculo ao qual aplaudo de pé.

miércoles, noviembre 19, 2008

Contradições

Lembra daquela história de Não ter nascido para morar na cidade grande? Esquece!!!!
Amanhã estarei de volta onde o céu é mais azul!

domingo, noviembre 02, 2008

Marioneta

De un tiempo a esta parte, me siento como si fuera una marioneta en manos de un aprendiz de titiritero. Me mueven bruscamente de aquí para allí, sin tener tiempo a saborear las cosas, o a intentar comprender lo que me rodea. Recibiendo garrotazos que vaya usted a saber de dónde caen. Sólo oigo los gritos del público: ¡cuidado, el lobo! y luego alguien me defenestra y se parten de risa. Y no me sabe mal sentirme así, lo que me jode es que yo una vez tuve las riendas de mi vida y no sé en qué punto las perdí. Y si hay algo peor que vivir en las manos de un aprendiz de titiritero, es ser una marioneta con recuerdos. Qué mala es la memoria a veces, de verdad.

martes, octubre 28, 2008

Observando

Cuando era pequeña, pensaba que un caramelo era la única razón por la que merecía la pena vivir. Si conseguía uno lo miraba durante días sin atreverme a sacarlo del envoltorio. Si pones un chupetín al trasluz puedes ver el arco iris. Si te la comes no.

Ahora ya no me van los caramelos, pero no puedo evitar tener ese mismo sentimiento hacia las personas. Me embobo mirándolas a trasluz para ver su arco iris, sin atreverme a sacarlas del envoltorio. La diferencia con los caramelos es que si te comes a una persona, sales en los periódicos.

Aunque si lo que consigues es saborear su alma, se te queda cara de idiota sonriente el resto de tu vida. Yo la tengo...

lunes, octubre 27, 2008

Luz, cámara, acción!

En ocasiones tengo la sensación de que mi vida avanza a cámara lenta y con una banda sonora de película de cine mudo, con subtítulos que no me da tiempo a leer. Dejo a los demás personajes actuar, y me imagino que yo soy la directora de esta gran comedia que es mi vida. Pero nadie parece llevar la claqueta. Ni existe guión. Ni nadie grita: luces, cámara, acción!. Y así, la verdad, es que es un embole ser la directora.

miércoles, octubre 22, 2008

Sí, aunque parezca imposible, un poco más...

Me he quedado como un poco más tonta, sin saber muy bien dónde estoy, a dónde voy ni porqué. Ni si quiero llegar, ni disfrutar del camino; ni llorar porque sí; ni si quiero arrimarme a la ventana a jugar con las nubes a castillos, a dragones con el sol, ni a muñecos de dedo en el vaho de los cristales.

Hay días que, por mucho que saltes, no te sacudes las penas. Y por mucho que vacíes los bolsillos, se siguen llenando de palabras tristes y de esperanzas perdidas; creo que tengo un imán cosido en el dobladillo del pantalón y se me clavan al vuelo, como mariposas de latón.

Y de repente te das cuenta de que el cielo se nubla y la brisa que precede a la tormenta va cargada de nostalgia, de puños cerrados; de litros de amargura; vamos a necesitar un paraguas para que no se nos moje el corazón, y el alma nos pida una muda.

Y me doy cuenta de que hace muchos años que yo tuve 26 y que, desde entonces, he perdido mucho más que el tiempo. En alguna esquina olvidé el lado cuerdo de mi locura, el de la libertad salida de la ducha, la dignidad recien hecha y el respeto a mí misma. Y entonces te invade esa sensación de quedarte como un poco más tonta; y crece el vacío. Y se hunden los pies en un mar sin fondo. Porque no se le pone cara de tonto a quien no sabe nada, sino a quien acaba de ver todas las cosas que perdió y nunca más volverá a tener.

domingo, octubre 12, 2008

No creo que sea culpa de la primavera. Tampoco creo que todo se escriba según el mes en que nací, no va a ser todo tan facil como decir "es que estos escorpianos...". Así que va a ser del riego.

Hoy hace 9 meses, y sólo las violetas saben cuánto la he llorado, cuántos arañazos en el cristal de la ventana, cuantas noches sorbiendo desesperos, cuantas lunas ahogando desconsuelos, cuantos días dibujando surcos color carmín en mi pecho, aullando al sol y al viento.

Sólo el sol, la luna y las violetas lo saben.

Dicen que fue un mal malo, yo digo que fue la vida, que tiene mala sangre y siempre sabe por dónde cogerte para hacerte daño.

Y así sigo, engañándome, jugado a ser feliz y, gracias al cielo, tú me ayudas. No sé qué haría sin tí.

El sueño nunca muere si me meces contra tu pecho, el reloj siempre miente si me lo quitas y no le das cuerda.

Nunca perderé la fé, nunca, porque creo que nunca la tuve, sólo creo en tí.

miércoles, octubre 08, 2008

Cuando los ángeles lloran...


Cuando era chica pensaba que la lluvia eran las lágrimas de los ángeles. Creía que lloraban de risa al ver cómo nos moríamos de miedo cuando hacían resonar esos terribles truenos. Me imaginaba que algunos se dedicaban a fabricarlos moviendo con ímpetu las estrellas en el firmamento, mientras otros aprovechaban para tomarnos fotos con flash desde el cielo, así coleccionaban nuestras muecas de horror y podían sonreir luego recordando la travesura.

Todos vemos la lluvia de forma diferente, para algunos es nostalgia, para otros es miedo, o carcajada, o baile, o vida, o tristeza, o renovación, o pena, o familia, o simplemente un recuerdo.

Hoy me he encontrado con un ángel caido del cielo, no llevaba alas ni cámara de fotos y chorreaba lágrimas invisibles, como cántaros de agua salada, en silencio, sin ruido ni molestar. Hemos entrado en un bar que olía a humedad, y hemos podido observar de reojo la metamorfosis de un camarero en trozo de piedra y cómo se confundía con las sombras de la pared para escuchar nuestros secretos.

Y me encanta que me llueva encima cuando no llevo paraguas, porque me empapo de trocitos de ángel con forma de cuento, y tardo mucho en secarme; así, ahora, todavía, cuando acerco los labios a la ropa mojada, me invade su sabor, como si me hubiera dejado, de recuerdo, un imponente beso.

viernes, octubre 03, 2008

Surreal

Hay días que tengo ganas de apagar el sol... para poder ver las estrellas.

martes, septiembre 30, 2008

Gris

Los sentimientos se visten de un color diferente cada día de la semana. Cada día de la vida.

A veces negros, a veces blancos, rojo sangre o de color gris.

A según qué horas suelen pintarse con las sombras y las penumbras de todo lo que nunca seré. De todo lo que nunca tendré. Y saben a mar muerto; amargos. Húmedos, como tardes de tormenta por dentro. Ciegos, como una noche sin estrellas. Blancos, de dormir sin soñar. Tristes, como arrugar un folio con un poema impreso.

O hacerte viejo viviendo la vida a contrapelo, como si fueras la rueda de una lavadora, que sólo gira hacia atrás haciendo ruido y siempre está a un click de saltar tanto como para tener que volver a empezar.

Últimamente, a pesar de las múltiples capas de maquillaje, se me transparentan los sentimientos cuando me miro en el espejo. Y no puedo soportar ver tanto color gris.

De verdad.

miércoles, septiembre 24, 2008

Mi armário

El otro día me encontré, dentro del armario, un olor que encajó con un trozo de mi vida. Se ensambló a la perfección, como encajan las piezas esquineras de los puzzles educa. Era una imagen que latía, dormida y clavada en un rincón de mi alma, bañada por una lluvia gris y salada. Olia a color negro, a desesperanza, a sollozos y a velatorio. Volví a cerrar la puerta del armario, y la sellé con un beso.

Gracias almohada amiga, por ayudarme a encontrar este pedacito de mi vida.

jueves, septiembre 18, 2008

En el diván

Hay cosas que empiezas sin saber muy bien porqué. Quizás porque crees que te lo debes. A tí, a tu vida, a tu alma. Hay cosas que empiezas sin saber cómo ni dónde acabarán, si escaparán o no a tu control, si es que hay algo en esta vida que se pueda controlar. Todo, en cambio, tarde o temprano escapará.

Hay días en que quizás sería mejor quedarse en la cama sin descorrer las cortinas de la vida, taparse la cabeza con el edredón y esperar que toda idea loca que se atreva a despertar obtenga su merecido: acabar en el diván del olvido. O quizás hoy decida que no.

miércoles, septiembre 17, 2008

E que se vá...

As poucos tenho ficado assim, limpa de toda sujeira, das palavras vazias, do sorriso sem graça, do abraço frouxo. Tenho cortado todas as relações por conveniência, relações que não somam, não acrescentam.

Pra mim, atualmente, estar bem comigo e com as pessoas que amo, é o mais importante. Gastar tempo com o morno, não me satisfaz.

Importante são os portos onde deságuo minhas lágrimas, os escudos onde eu me protejo. Tudo que eu andava fazendo, tudo que andava mantendo, não era meu, não cabia em mim, não fazia bem.

Quero novas verdades, novos juízos, fé renovada, pensamento idem.

Quero abandonar definitivamente esse rascunho de hipocrisia velha, mal feita e suja.

lunes, septiembre 15, 2008

Aunque a veces me canse...


Me gusta vivir la vida a mi manera, así, de este modo, como si nadie me estuviera mirando…

Algún día se cansara la vida de golpearme, o yo de ponerme de pie…pero da igual, por que yo puedo, yo puedo con todo…

viernes, septiembre 12, 2008

Ganas de llorar

Últimamente casi todo me hace llorar. Me pasa desde que intenté saltar al vacío sin red. Me caigo cada dos por tres y me dejo los piños en el suelo. Es como cuando estás en la playa a medio día, decides saltar de tu toalla, y la arena abrasa tu piel. La quema hasta que parece que te van a arder las mismísimas plantas de los pies. Pues a mí me pasa lo mismo con las palabras. Y con mi alma. La verdad es que, a estas alturas, empiezo a pensar que en esta playa no hay mar. Yo creo que aquí no hay nada más que sol, arena y muchas ganas de llorar. Pero ya pasará. Con la llegada de la primavera, espero.

miércoles, septiembre 10, 2008

A veces

A veces odio esta especie de ataques de misantropia mística que parece que me condenen al insomnio y me obliguen a escribir a las quinientas de la noche. Cuando todo el mundo en su sano juicio ya duerme. Quizás sea por la sensación que tengo en ocasiones de que somos como gotas de agua deslizándose por una ventana en un día de lluvia. Gotas que casualmente, sin querer, a veces cruzan sus caminos. Y entonces se besan y se funden para formar una gota mayor, aunque sólo sea para después volver a separarse. A veces sin dolor. Y otras como lágrimas de angustia y desconsuelo que rompen contra un cristal. Y quiero creer que es por alguna razón. Loable. Estoy convencida. Aunque mejor mañana le doy un par de vueltas y me lo pienso dos veces. Porque ahora mismo, me resulta dificil explicar porqué se cruzan a veces nuestros caminos. Porqué se enredan. Ni porqué tenemos un gemelo, como una gota de agua, que nos toca, se funde, se cruza en nuestras vidas y desaparece. De hecho, quedándose tan pegada a ti, que te cubre como si fuera una lámina invisible. Que se funde hasta formar parte de tu piel. Y siempre está ahí. Siempre. Y a ratos te sientes tan bien que amas ese recuerdo con locura. O tan fatal que lo odias, porque en ocasiones hay gotas que rozan hasta producir ampollas que duelen terriblemente.
Suerte que cosas así sólo suceden a veces. Quizás una vez en la vida. O incluso dos. O docenas. O ninguna.

jueves, septiembre 04, 2008

Tic-Tac

Adoro estos momentos regalados en que siento (sueño) que la noche me pertenece. Ahora mismo me envuelve una brisa fresca, dulce y limpia que entra por la ventana. Como un chorro de agua que tuviera el poder de detener el tiempo, o de congelarlo. Será el preludio del la primavera supongo, aunque este año no tengo la sensación de costumbre, de que todo a mi alrededor está a punto de secarse, arrugarse y caer, como las hojas de los árboles. Imagino que tantas veces viviendo las mismas sensaciones terminan por convencerte de que a cada primavera sigue un verano, y tras este, un otoño y un invierno. Y acaban por demostrarte que la rutina mueve montañas. Te das cuenta de que no existe el apocalipsis, aunque algún lunes casi lo parodie. E interiorizas que al finalizar el verano no suenan trompetas, ni el cielo cae a pedacitos sobre nuestras cabezas. Ni nada parecido. Es la sensación de haber resistido a una tempestad donde algunos lo hayan perdido todo, otros simplemente se hayan entregado a la deriva y la gran mayoría haya sobrevivido como buenamente ha podido, convencidos de que la vida sigue. Y así nos sorprendemos a nosotros mismos jugando con los juguetes de siempre, leyendo de nuevo aquel libro preferido o reencontrándonos con series de televisión que nos distraigan y alejen del día a día, y de nosotros mismos. Tratando de memorizar alguna frase especial que nos ayude a encontrarle un sentido a esta vida, que en realidad no tiene. Salvo porque quizás mañana, después de tanto tiempo, se besen de nuevo nuestras miradas, se abracen las palabras en el aire y charlemos un rato, antes de que el reloj de este recién estrenado lunes nos devore sin compasión.

martes, septiembre 02, 2008

Dejando correr...

La vida nunca deja de enseñarte, poco a poco te va enseñando o lo aprendes a la fuerza que no todo puede hacerse, que hay veces que hagas lo que hagas, las cosas no dependen de ti, que tienes que dejar correr...

Dejar correr y vivir, cerrando y abriendo puertas e intentar llegar al final del laberinto, donde esta lo que quieres, sin prefijar caminos, sin estructurar demasiado la búsqueda.

Cuando uno es hacedor, se enfrasca demasiado en sus proyectos y puede ser que se obsesione, a mi me pasa...y se pierde uno, y se pierden cosas y se pierden gentes, que tienes que dejar correr....

La vida no deja de ser al fin y al cabo un transcurrir de pequeñas y grandes decisiones, de pequeñas y grandes renuncias...

Me tomo una café delicioso, acaba de amanecer y creo que tengo una sonrisa complaciente, me la noto y me siento muy bien....

sábado, agosto 30, 2008

Días & días

Hay días en que espero grandes cosas de la vida. Que todo y todo el mundo sea encantador, único, especial. Y me exijo mucho a mí mismo y a todo cuanto me rodea.
En cambio otros días, como hoy, me conformo con lo que hay. Y no me importa disimular deseos, o reprimir emociones, o hacer ver que toda conversación futil me interesa. Es como si decidiera invernar en pleno Agosto. Como si me gustara vivir en un sueño que no me importa. Un sueño en blanco y negro. Un sueño que queda lejos.
Y sé que no es lo que quiero, pero en días como hoy, creo que es lo que merezco. Vivir como si viera mi vida desde otro cuerpo.

miércoles, agosto 27, 2008

Saudades


Saudade é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente, acompanhado de um desejo de revê-lo ou possuí-lo. Uma única palavra para designar todas as mudanças desse sentimento é quase exclusividade do vocabulário da língua portuguesa; há mesmo um mito de que seja intraduzível.


Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!


Meus oito anos – Casimiro de Abreu

viernes, agosto 15, 2008

Para não lembrar de todo o resto que não posso mudar

Quem nunca quis mudar o mundo? Ter a ousadia de dar alguns passos a frente ou até mesmo a coragem de dar esses passos para trás?

Quem é que nunca teve vontade de mudar de direção de repente? Andar contra o vento, ficar na chuva, deixar-se levar pela correnteza do rio?

Eu já acordei com vontade de mudar o mundo. Mas chutei o canto da cama. Isso foi um acidente, e essa dor me fez esquecer do que eu realmente queria quando acordei, mesmo com o coração ferido...

Às vezes a dor mais recente nos faz esquecer do que realmente nos machuca, ainda que seja menos intensa.

E foi assim que o mundo me mudou e eu mudei minha cama de lugar.

domingo, agosto 10, 2008

Vale por mil palavras

"Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar..."

martes, agosto 05, 2008

TNT

Ando em uma fase mais explosiva do que o normal.
Explodo como o TNT mais volátil com uma facilidade incrível.
Desço do salto e nem penso no que estou falando.
Devo estar no meu inferno astral, sei lá...
Vou beber um frasco de maracujina pra ver se passa.
E desculpem o mal jeito.

viernes, agosto 01, 2008

Em alguns momentos passa diante de mim um pouco do que já fui, um pouco do que ainda vou ser. Ai vem um pouco de saudade, um pouco de tristeza, alegria, solidão, um pouco de tudo que não se quer pouco. Um pouco de amor, um pouco de paixão, um cadinho de atenção e um pouquinho de audácia porque não ?

Um pouco de religião, um pouco dos meus sonhos,um pouco de familia, um pouco de arrependimentos, um pouco das minhas realizações e um pouco das coisas sem graça também. Coisas quem nem tão pouco lembro, mas mesmo tendo sido pouco também deixaram um oco e passa diante de mim.

Um pouquinho de cada coisa que no fim das contas é tudo, tudo pelo que vivemos, tudo pelo que lutamos, tudo que mais queremos. Enfim.. um pouco de tudo.